O objetivo é aliar duas atividades que me dão prazer: lançar
foguetes e pescar. A ideia é utilizar o
foguete para lançar uma gama de anzóis a uma distancia de 150m de uma praia, para dentro do mar, por trás da arrebentação.
O foguete tem que ser recuperado para não virar lixo poluente.
Fiz assim;
Em uma garrafa PET de 2
litros colei vários canudinhos ao
longo do seu eixo e entorno do seu corpo. Estes canudinhos serão o
transportador/dispensador da linha com os
anzóis.
Com a pet de 3,3 litros cortei o fundo e fiz uma capa para
proteger os anzóis, para servir de boia, para prender a chumbada e compor
a aerodinâmica do foguete. A chumbada não está fixa na ponta do cone. É
apenas encaixada. Dentro do cone, acima o isopor, ficam 5m de corda de nylon.
Esta corda atravessa o isopor e é amarada na ponta da linha com os anzóis.
Para as aletas usei uma bandeja de isopor e as fiz coladas
em um palito de churrasco e as introduzi nos canudos que não foram utilizados.
Preparação da linha.
A linha com anzóis deverá ser feita em função do comprimento
dos canudos. Cada rabicho deve ter o comprimento do canudo e estarem a pouco
mais dois canudos entre cada. O desenho abaixo ilustra e explica.
Para manter o padrão de espaçamento fiz um gabarito com
pregos presos na bancada de tal forma que eu passava a linha pelos pregos e já
tirava no lugar certo de amarrar. Depois era só repetir. Fiz a linha com 35 anzóis.
A quantidade de anzóis a serem utilizados é no máximo o
número de canudos que compõem o foguete.
Para a montagem faz-se um “zig-zag” com a linha de forma que
cada canudo contenha o rabicho com um anzol e a metade do trecho de linha entre
anzóis anterior ao rabicho e a metade do trecho da linha depois do rabicho.
Para ajudar nessa montagem fiz um gancho fino e comprido de forma a atravessar
por dentro do canudo e puxa a linha do outro lado. Uma das pontas deve passar
por um dos canudos e ficar na parte de baixo do foguete. Essa ponta vai ser
atada a linha de terra para poder puxar de volta e recolher os peixes pescados.
Para o disparador procurei dar mobilidade ao conjunto porque
para lança-lo é melhor chegar perto da água enquanto que a preparação não é
melhor faze-la mais distante. Tem também a questão da linha. Ela tem que seguir
o foguete em toda a trajetória e, depois, puxa-lo de volta.
Usei então meu disparador padrão associa do a uma válvula de
retenção. Alonguei o tubo de entrada e pus a alimentação por um “T” para fazer
uma empunhadura. Na extensão do tubo adaptei o molinete de pesca e na ponta o
manômetro.
Funcionará assim:
Estando o foguete “armado e municiado” (pressurizado e com
iscas) vai-se a beira da água, aponta-se a 45º e dispara. O foguete é lançado e a linha é desenrolada
do molinete.
MUITO IMPORTENTE: A linha deve estar amarrada no final do
molinete.
Ao cair na água a chumbada vai ao fundo puxando o cone e
separando o foguete em dois. Na praia iniciamos a reenrolar a linha o que vai
puxar a parte de trás do foguete. Isso fará com que os anzóis se soltem um a um
dos canudos até o último.
Daí é só esperar os peixes fazerem a sua parte.
O lançamento que fiz não ficou documentado pois já esta
muito escuro e não havia luz suficiente para filmar. O resultado do lançamento
foi excelente; Desenrolou toda a linha do molinete, cerca de 150m. O ruim, que será corrigido, foi ter a boia.
Como estava muito vento a linha foi arrastada para o lado e acabou que um outro
pescador fisgou o foguete. Para ele foi inédito, pois não é todo dia que se
pesca um foguete.
Em outra oportunidade voltarei a lança-lo; de dia, sem boia,
com mais linha e com filmagem.
Material do Foguete:
- 70 canudinho;
- 01 Pet de 2l;
- 01 Pet de 3,3l;
- Uma bandeja de isopor;
- 01 chumbada de 200g tipo
bola de futebol americano;
- 5m de conda de nylon (de varral)
- linha de nylon;
- Anzóis (até 70);
- Material de pesca;






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