O lançamento foi no
clube de modelismo Asas do Tinguá. O tempo estava bom. Pouco vento. A equipe
foi composta por mim e minha filha B. Era o voo de estreia do foguete M250 –
“Carro de Fogo”.
Composto de garrafas de 510ml de Aquarius Fresh, tem o
volume de 6 litros, e foi revestido de fibra de vidro e resinado.
O volume de água foi de 2 litros e pressão de 150psi. O
propulsor tinha 9mm de diâmetro. O dispositivo de paraquedas foi o testado no último post ( o do mecanismo de guarda chuva).
O comprimento total do foguete era de 2,6m. Com isso foi
necessário desenvolver novas estratégias e equipamentos que melhor atuariam no
conjunto. Farei postagens específicas para, pelo menos dois assuntos: “Break
wire” sem cordinha; e plataforma de lançamento intercambiável.
O título vem em
função de duas falhas no processo já terem
ocorrido outras vezes. Desta vez as falhas foram: A corda de disparo não
acionou o mecanismo de liberação do foguete e o mesmo foi acionado manualmente.
A segunda, e mais grave, o paraquedas foi arrancado arrebentando o elo que unia duas amarras do
paraquedas causando da queda violenta do foguete causando-lhe danos.
Então, diante destes
fatos, ao invés de contar a
história e glória do foguete M250 – “Carro
de Fogo” – faremos uma análise técnica da falha, mais grave, ocorrida.
Para ver o vídeo clique aqui.
Para ver o vídeo clique aqui.
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Como a falha se apresentou?
A amarração do paraquedas não suportou o força de tração da
abertura se rompendo e o foguete sofreu um forte impacto contra o solo.
Destruindo o dispositivo de paraquedas.
Qual seria a situação
normal?
A amarração suportar o tranco da abertura do paraquedas e
descer suavemente até o solo.
- 5 Por ques?
1 – Por que a
amarração não resistiu?
Porque sofreu
um tranco foi muito forte.
2 - Por que o tranco
foi forte?
Porque o foguete estava com
elevada velocidade de queda
Porque o tempo de acionamento do paraquedas
foi longo.
4 – Por que o tempo de acionamento do paraquedas foi longo.
Porque foi arbitrado.
5 – Por que o tempo foi arbitrado?
Porque os simuladores
apresentavam resultados diferentes para as mesmas condições
Então, a falta de confiança nos simuladores levou a
programação de um tempo maior que o necessário permitindo que o foguete, após o
apogeu, ganhasse velocidade gerando uma força maior que a resistência do elo de
amarração do paraquedas.
Ações:
Pesquisar e testar um simulador que seja próximo da
realidade.
Melhorar a resistência dos elos de amarração.
Testar o dispositivo de detecção de apogeu (medida de
contingência) .
Tivemos perdas. Deu trabalho. Mas vale a pena.
Principalmente por estar com a minha caçula. Brincamos, rimos, dividimos o trabalho ...
Que Deus nos abençoe!





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