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Falha Recorrente - Dia 22

O  lançamento foi no clube de modelismo Asas do Tinguá. O tempo estava bom. Pouco vento. A equipe foi composta por mim e minha filha B. Era o voo de estreia do foguete M250 – “Carro de Fogo”.

Composto de garrafas de 510ml de Aquarius Fresh, tem o volume de 6 litros, e foi revestido de fibra de vidro e resinado.

O volume de água foi de 2 litros e pressão de 150psi. O propulsor tinha 9mm de diâmetro. O dispositivo de paraquedas foi o  testado no último post (  o do mecanismo de guarda chuva).

O comprimento total do foguete era de 2,6m. Com isso foi necessário desenvolver novas estratégias e equipamentos que melhor atuariam no conjunto. Farei postagens específicas para, pelo menos dois assuntos: “Break wire” sem cordinha; e plataforma de lançamento intercambiável.

O título vem em função de duas falhas no  processo já terem ocorrido outras vezes. Desta vez as falhas foram: A corda de disparo não acionou o mecanismo de liberação do foguete e o mesmo foi acionado manualmente. A segunda, e mais grave, o paraquedas foi arrancado  arrebentando o elo que unia duas amarras do paraquedas causando da queda violenta do foguete causando-lhe danos.

Então, diante destes fatos, ao invés  de contar a história  e glória do foguete M250 – “Carro de Fogo” – faremos uma análise técnica da falha, mais grave, ocorrida.

Para ver o vídeo clique aqui.


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Como a falha se apresentou?

A amarração do paraquedas não suportou o força de tração da abertura se rompendo e o foguete sofreu um forte impacto contra o solo. Destruindo o dispositivo de paraquedas.



Qual seria  a situação normal?  

A amarração suportar o tranco da abertura do paraquedas e descer suavemente até o solo.

- 5 Por ques?

1 – Por que  a amarração não resistiu?
      Porque sofreu um tranco foi muito forte.


2  - Por que o tranco foi forte?
      Porque o foguete estava com elevada velocidade de queda


Porque o tempo de acionamento do paraquedas foi longo.

4 – Por que o tempo de acionamento do paraquedas foi longo.
      Porque foi arbitrado.

5 – Por que o tempo foi arbitrado?
      Porque os simuladores apresentavam resultados diferentes para as mesmas condições

Então, a falta de confiança nos simuladores levou a programação de um tempo maior que o necessário permitindo que o foguete, após o apogeu, ganhasse velocidade gerando uma força maior que a resistência do elo de amarração do paraquedas.

Ações:

Pesquisar e testar um simulador que seja próximo da realidade.

Melhorar a resistência dos elos de amarração.

Testar o dispositivo de detecção de apogeu (medida de contingência) .

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Tivemos perdas. Deu trabalho. Mas vale a pena. Principalmente por estar com a minha caçula. Brincamos, rimos, dividimos o trabalho ...



 Que Deus nos abençoe!


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